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História de “santo popular” de Maringá vira livro

Segunda-feira, 22 de novembro de 2010


Historiador de Maringá lança nesta noite publicação que conta a vida de Clodimar Pedrosa Lô, adolescente assassinado pela polícia na década de 1960, considerado um mártir e a quem moradores da cidade atribuem muitas graças alcançadas
A história de Clodimar Predosa Lô, jovem que foi assassinado de forma brutal na década de 1960 e é considerado um santo popular em Maringá, virou livro. O trabalho, feito pelo historiador Miguel Fernando, será lançado nesta segunda-feira (22), às 19h, na sede da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim) - Rua Basílio Sautchuk, 388.
O livro se chama “Sala dos Suplícios: o dossiê do caso Clodimar Pedrosa Lô” e conta a história do rapaz, morto pela polícia após ser acusado injustamente de furtar um cliente do hotel em que trabalhava. Depois de preso, o adolescente, que havia emigrado do Ceará e tinha 15 anos, foi espancado até a morte, o que chocou a população da cidade.
Por conta disso, o túmulo de Clodimar é o mais visitado da cidade no Dia de Finados. Muitas pessoas atribuem a ele graças alcançadas. A retribuição vem em forma de placas de agradecimento: centenas delas cobrem o túmulo do rapaz.
Cerca de 80 imagens e também matérias jornalísticas da época compõem o livro. Fernando demorou aproximadamente dois anos para produzir o trabalho. Nesse período, ouviu mais de 20 pessoas, conforme nota da assessoria de imprensa da Acim.
Após o lançamento, o livro será comercializado por R$ 20 na Livraria Espaço do Livro, no Shopping Maringá Park.

Documentário e filme
A história de Clodimar Predosa Lô também deve ganhar as telas. Está em fase final de produção um documentário sobre a história do jovem. O trabalho, batizado de “23.11.1967 – Documentos do caso Clodimar Pedrosa Lô”, deve ser lançado em março do ano que vem e é fruto da união entre o historiador Miguel Fernando e o cineasta Elinton Oliveira.
Oliveira pretende ainda conduzir a produção de um filme de ficção sobre o caso. O trabalho, batizado de “Novembro negro”, está orçado em R$ 7 milhões e deve ser concluído a longo prazo.

 

Fonte: Gazeta do povo

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