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Proteção solar às claras

Sábado, 17 de dezembro de 2011


Corpos mais à mostra e o início da busca pelo bronzeado anunciam a chegada do verão. Porém, quando o assunto é sol, o descuido com a pele acarreta consequências graves: o câncer mais comum entre os brasileiros é o câncer de pele e os raios ultravioleta A (UVA) e B (UVB) atuam juntos no desenvolvimento da doença que, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), é responsável por 25% dos tumores malignos registrados no país.

“Não existe uma dose segura de sol, por isso não é possível garantir um bronzeado 100% saudável. O UVA, da mesma forma que desencadeia o bronzeado, causa danos e vai custar um nível de envelhecimento da pele no futuro”, alerta o especialista em fotoproteção e membro da Sociedade Brasileira de Derma­tologia (SBD), Sérgio Schalka.
Para minimizar os danos, o uso de protetor solar é fundamental na hora de esticar o corpo na areia ou na beira da piscina mesmo em dias nublados, pois a radiação continua a afetar a pele ainda que o sol não apareça. “O ideal é buscar um bronzeamento lento, com proteção solar e, mesmo assim, fora dos horários de pico da radiação UVB (entre 10h e 16h30), causadora de queimaduras”, alerta o professor de dermatologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e chefe do serviço de dermatologia da Santa Casa de Misericórdia de Curitiba, Luiz Carlos Pereira.

O filtro ajuda não só na prevenção de queimaduras – quando a pele fica avermelhada e dolorida –, mas também evita o envelhecimento precoce, o câncer de pele e o aparecimento de rugas e manchas. Mas, para garantir estes benefícios, é preciso aplicar camadas espessas sobre a pele e ter o produto sempre à mão.

“Os pacientes erram ao utilizar fatores de proteção muito baixos, aplicar pouca quantidade do produto e – o erro mais comum – não reaplicar o filtro durante o dia. Mesmo que a embalagem diga que a proteção dura mais de quatro horas, é preciso reaplicá-lo de duas em duas horas”, reforça a médica pós-graduada em dermatologia da clínica Toujours Belle, Emmanuelle Regina Bertoldi Pache.

Faça as contas: se uma pessoa leva cinco minutos para ficar vermelha sob o sol, com um FPS 30 ela vai levar cerca de 150 minutos, ou 30 vezes mais tempo. No entanto, segundo Schalka, o uso de filtro solar não é uma “licença para matar”. “Seu uso deve ser feito como forma de proteção e não como artifício para aumentar o tempo de exposição ao sol. O filtro não nos deixa totalmente ilesos das consequências da radiação”, alerta.

Para ter mais saúde sob o sol do verão, compare as propriedades dos produtos e fique atento na hora de escolher o seu protetor solar.

Fonte: RPC

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